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terça-feira, 13 de outubro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Valentino, Rodolfo, por Luís Osório
- Crónica ou «Postal do Dia», de 11 de Setembro - AQUI;
RECORTE:
[...]Tinha 31 anos, era filho de um pai italiano e de uma mãe francesa, e em cinco anos transformara-se no primeiro grande ídolo da história do cinema.
Chegara à América com 18 ou 19 anos.
Lavou pratos e dançou o tango em clubes de Nova Iorque.
Era magnético e latino.
Olhava as mulheres e os homens nos olhos e alguém de Hollywood acreditou que não havia ninguém assim no cinema mudo. [...]
Chegara à América com 18 ou 19 anos.
Lavou pratos e dançou o tango em clubes de Nova Iorque.
Era magnético e latino.
Olhava as mulheres e os homens nos olhos e alguém de Hollywood acreditou que não havia ninguém assim no cinema mudo. [...]
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Cine Machava
- a publicação da «Novela Gráfica», levou R. a reler «Caderno de Memórias Coloniais» (de 2009)
RECORTE (s) da narrativa:
[...] Ao domingo à tarde íamos ao cinema. O cinema da Machava passava
sessão dupla, com intervalo de meia hora entre cada filme; os mufanas calçados
vinham vender Quibons geladinhos aos brancos, e chupas em pirâmide às
crianças dos brancos.
A enorme sala do cine Machava dividia-se em três zonas bem definidas:
bancos corridos de pau, à frente: primeira plateia; bancos individuais estofados,
até ao fundo: segunda plateia; empoleirados metro e meio acima da última fila
da segunda plateia, os camarotes, todos forrados a veludo vermelho, luxo dos
luxos, só ocupados quando o filme era mesmo muito popular e a afluência o
exigia. Filmes como O Fado, A Maluquinha de Arroios. Cantinflas, Jerry Lewis
e Trinitá enchiam camarotes.
Alguns negros iam ao cinema. Calçavam-se e vestiam roupa europeia
remendada ou de imitação, costurada no caniço. Sentavam-se na primeira plateia, e, eventualmente, em dias pouco
frequentados, na primeira fila da segunda plateia. [...]
Isabela Figueiredo, Caderno de memórias coloniais (2015, 6.ª edição revista e aumentada), p. 84
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
«BILLY THE KID» (A verdadeira morte...); Manuel Alegre
A VERDADEIRA MORTE DE BILLY THE KID
Billy the Kid de repente saiu do filme
saiu do poema e atrás dele havia uma sombra
saiu do poema e atrás dele havia uma sombra
era Pat Garrett ou a sua própria morte
era Pat Garrett e ele não sabia.
Então eu vi William Bonney
dito Billy the Kid sair do filme
vinha a cambalear dentro de um verso
e quando Paul Newman caiu no poema
Billy the Kid estava morto.
Manuel Alegre, Balada do corsário dos sete mares, 2026 (Fevereiro), pp. 41
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