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CineLetra
Literatura e Artes Visuais
terça-feira, 13 de outubro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Valentino, Rodolfo, por Luís Osório
- Crónica ou «Postal do Dia», de 11 de Setembro - AQUI;
RECORTE:
Chegara à América com 18 ou 19 anos.
Lavou pratos e dançou o tango em clubes de Nova Iorque.
Era magnético e latino.
Olhava as mulheres e os homens nos olhos e alguém de Hollywood acreditou que não havia ninguém assim no cinema mudo. [...]
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Cine Machava
- a publicação da «Novela Gráfica», levou R. a reler «Caderno de Memórias Coloniais» (de 2009)
RECORTE (s) da narrativa:
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
«BILLY THE KID» (A verdadeira morte...); Manuel Alegre
A VERDADEIRA MORTE DE BILLY THE KID
saiu do poema e atrás dele havia uma sombra
sexta-feira, 27 de junho de 2025
Júdice no «734»
Abro um livro de poesia, gasto pelos anos,
e de dentro dele saem dois bilhetes de cinema
e uma fotografia. Já não me lembro que filme
foi esse que vimos, numa tarde de outono; mas
o teu rosto, de súbito, ganha uma realidade que
o tempo gastou, tanto como esse livro de poesia,
que nunca cheguei a ler. No entanto, se esses
poemas não me ficaram na memória, o teu nome,
os teus olhos, as tuas mãos que escorregavam
pelo amor de uma tarde de cinema, ainda
hoje permanecem comigo. Onde estás? Que
fazes? Que voltas deste na tua vida? Mas
não procuro respostas: e assim te voltei
a guardar, nesse livro que já não sei
onde está, na mesma página em que pus
os bilhetes de um cinema que há muito fechou.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
«paixão cinéfila»..; «As coisas», Perec
- livro de 65, ora traduzido, só cerca de 60 anos depois...
RECORTE(S)
Eram cinéfilos. Era a sua principal paixão; entregavam-se a ela quase todas as noites, ou quase. Adoravam as imagens, desde que fossem bonitas, que os arrebatassem [...] Gostavam da conquista do espaço, do tempo, do movimento, do turbilhão das ruas de Nova Iorque, do torpor dos trópicos, da violência dos saloons
segunda-feira, 11 de novembro de 2024
«Festival de Cinema Infantil» (+ Lista); Faciolince
[alcançada a p. 300; leitura «quase» terminada]
RECORTE(s): [sublinhados acrescentados]
Héctor Abad Faciolince, Salvo o meu coração, tudo está bem, pp. 289 - 290
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
«a página de cinema», H. A. Faciolince
RECORTE(s):
[sublinhados acrescentados]; [Entrevista no Ípsilon]
Héctor Abad Faciolince, Salvo o meu coração, tudo está bem, p. 42
[no «Ípsilon», a 2 de Janeiro de 25, entrevista e notas, por J. R. Direitinho]
terça-feira, 27 de agosto de 2024
Cinema, «um divertimento vulgar»
[alcançada a p. 172, hoje de manhã]
RECORTE(s)
[sublinhados acrescentados]
Simone de Beauvoir (1908-1986), Memórias de uma menina bem-comportada (1958), 2023, p. 64
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Doris Day vista do cemitério
«Um dos primeiros filmes que vi (talvez tivesse uns onze ou doze anos) era com Doris Day. O cinema da freguesia estava a ser construído e, como a maioria dos espectáculos era para «Maiores de 16 anos», um grupo de rapazes saltava a parede do cemitério, contígua a uma das paredes do edifício em construção, e víamos os filmes do cemitério. Não ouvíamos o som mas, apesar disso, desfrutávamos muito da camaradagem e dos filmes. Íamos ao cinema - ou às fitas, como quase todos diziam - ao cemitério![...]»
Francisco Cota Fagundes, No fio da vida - Uma odisseia luso-açoriana, 2013, p. 57 [edição em inglês de 2000]; [datado de 1990]
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Lobo Antunes
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| Lucian Freud: Natureza morta com um livro (1991-92). |
- na Crónica de ontem, João Lopes estabelece relações entre «Cartas da Guerra»»**, o filme de Ivo Ferreira e o «recente» As outras crónicas;
RECORTE:
[...] o filme de Ivo Ferreira envolve um conceito ético e estético nos nossos dias cada vez mais menosprezado, ou apenas desconhecido. A saber: a palavra literária não existe carente de imagens, como se fosse imperfeita e necessitasse de ser "ilustrada". Dito de outro modo: o cinema não serve para "reproduzir" os livros; o seu poder, porventura a sua vocação, consiste em com eles criar uma cumplicidade narrativa capaz de nos ajudar a pensar o lugar que as palavras e as imagens ocupam na voragem do tempo.
- ** lembra-se R. de propor algumas, quando o Género AUTOBIo «estava» no PROG. do 1.º Bloco; de mostrá-lo, anos depois, a 3.ºs Blocos e de uma Menina que ficou tão [...], que o pediu de prenda aos pais...; ah, e de, simultaneamente, lhes mostrar os AEROGs. enviados pelo (então futuro cunhado) C. E. (70-72 Lunda)
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
«2001...», em «sessões contínuas» (Ferrada)
RECORTE(S)
E foi graças a 2001: Odisseia no Espaço que D e E se conheceram. D não gostava particularmente de cinema, mas por vezes «precisava» de ver um filme. Era assim que o explicava. Normalmente, os filmes que ele «precisava» de ver eram de detectives ou pugilistas. Mas naquele dia, ao reparar na imagem da nave a girar à volta da Lua que servia de anúncio ao filme de Kubrick, teve uma epifania: ele, e não a máquina, girava em torno da Terra. E vista do alto a Terra era um ponto, uma tacha, como tantas outras. perdida naquela grande estrutura de madeira que era a noite dos tempos. Devido à expansão cósmica, tudo estava fadado a desaparecer. Desconectar-se. Continuar a sua marcha sabe-se lá para onde.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
Videoteca Caseira
Às vezes entra quando estás à procura de um filme.
- E que tal O Joelho de Claire?
- Não, acho que não, hoje à noite, não, pai, já o vi muitas vezes.
- É do Rohmer. [...]
Caminha de um lado para o outro e vai olhando para as prateleiras.
- E que tal Um Coração no Inverno, do Sautet? [...]
- Um Coração no Inverno é bom, gosto muito dele...
Na verdade, queres que ele te deixe em paz, talvez leves contigo Um Coração no Inverno só para te livrares dele, e porque podes depois escapulir-te até à videoteca e levar outro filme emprestado.
- Como já vi Um Coração no Inverno muitas vezes, estava a pensar em ver algum do Woody Allen hoje à noite.
O meu pai olha para o tecto. Os seus óculos têm lentes grossas, e a sua boca é por vezes tão fina e comprida que se pode estender de um extremo ao outro da casa.
- Pois, estás à vontade, tu é que sabes. Uma pessoa faz-lhe uma sugestão ou outra, mas parece que ela já viu todos os filmes do mundo. Mas atenção, o Woody Allen é grande, um artista de calibre. Crimes e Escapadelas é uma obra-prima, mas vejo que vais levar Manhattan, pronto, tudo bem, fazes o que quiseres.
Linn Ullmann, Os inquietos, 2023, pp. 245 - 246
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
Ainda há cinemas...
- sala «dos anos 70» resiste em São Bartolomeu de Messines, com muitos lugares vazios nas «Estreias» - Artigo da Série «Expresso 50»;
RECORTE:
[...] Natural de São Bartolomeu de Messines, António Oliveira descobriu o cinema em Alcácer do Sal, onde viveu parte da sua juventude. “Na primeira classe nem sabia que existia cinema. Um padre ia à escola com uns projetores antigos passar filmes pequenos para nós vermos. Uma vez aquilo avariou e levaram-nos a uma sessão no cineteatro. Foi a primeira vez que entrei num cinema. A partir daí fiquei a adorar”. Ainda se lembra da fita: O Fantasma do Amor. [...]
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
cinema em Hammars
![]() |
Bergman e a filha na rodagem de Sonata de Outono (1978) do «DN», 24-07-2023 |
Linn Ullmann, Os inquietos, 2023, p. 28

