A VERDADEIRA MORTE DE BILLY THE KID
saiu do poema e atrás dele havia uma sombra
Literatura e Artes Visuais
A VERDADEIRA MORTE DE BILLY THE KID
- livro de 65, ora traduzido, só cerca de 60 anos depois...
RECORTE(S)
Eram cinéfilos. Era a sua principal paixão; entregavam-se a ela quase todas as noites, ou quase. Adoravam as imagens, desde que fossem bonitas, que os arrebatassem [...] Gostavam da conquista do espaço, do tempo, do movimento, do turbilhão das ruas de Nova Iorque, do torpor dos trópicos, da violência dos saloons
[alcançada a p. 300; leitura «quase» terminada]
RECORTE(s): [sublinhados acrescentados]
Héctor Abad Faciolince, Salvo o meu coração, tudo está bem, pp. 289 - 290
RECORTE(s):
Héctor Abad Faciolince, Salvo o meu coração, tudo está bem, p. 42
[no «Ípsilon», a 2 de Janeiro de 25, entrevista e notas, por J. R. Direitinho]
[alcançada a p. 172, hoje de manhã]
RECORTE(s)
Simone de Beauvoir (1908-1986), Memórias de uma menina bem-comportada (1958), 2023, p. 64
«Um dos primeiros filmes que vi (talvez tivesse uns onze ou doze anos) era com Doris Day. O cinema da freguesia estava a ser construído e, como a maioria dos espectáculos era para «Maiores de 16 anos», um grupo de rapazes saltava a parede do cemitério, contígua a uma das paredes do edifício em construção, e víamos os filmes do cemitério. Não ouvíamos o som mas, apesar disso, desfrutávamos muito da camaradagem e dos filmes. Íamos ao cinema - ou às fitas, como quase todos diziam - ao cemitério![...]»
Francisco Cota Fagundes, No fio da vida - Uma odisseia luso-açoriana, 2013, p. 57 [edição em inglês de 2000]; [datado de 1990]
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| Lucian Freud: Natureza morta com um livro (1991-92). |
- na Crónica de ontem, João Lopes estabelece relações entre «Cartas da Guerra»»**, o filme de Ivo Ferreira e o «recente» As outras crónicas;
RECORTE:
[...] o filme de Ivo Ferreira envolve um conceito ético e estético nos nossos dias cada vez mais menosprezado, ou apenas desconhecido. A saber: a palavra literária não existe carente de imagens, como se fosse imperfeita e necessitasse de ser "ilustrada". Dito de outro modo: o cinema não serve para "reproduzir" os livros; o seu poder, porventura a sua vocação, consiste em com eles criar uma cumplicidade narrativa capaz de nos ajudar a pensar o lugar que as palavras e as imagens ocupam na voragem do tempo.
- ** lembra-se R. de propor algumas, quando o Género AUTOBIo «estava» no PROG. do 1.º Bloco; de mostrá-lo, anos depois, a 3.ºs Blocos e de uma Menina que ficou tão [...], que o pediu de prenda aos pais...; ah, e de, simultaneamente, lhes mostrar os AEROGs. enviados pelo (então futuro cunhado) C. E. (70-72 Lunda)
RECORTE(S)
Linn Ullmann, Os inquietos, 2023, pp. 245 - 246
- sala «dos anos 70» resiste em São Bartolomeu de Messines, com muitos lugares vazios nas «Estreias» - Artigo da Série «Expresso 50»;
RECORTE:
[...] Natural de São Bartolomeu de Messines, António Oliveira descobriu o cinema em Alcácer do Sal, onde viveu parte da sua juventude. “Na primeira classe nem sabia que existia cinema. Um padre ia à escola com uns projetores antigos passar filmes pequenos para nós vermos. Uma vez aquilo avariou e levaram-nos a uma sessão no cineteatro. Foi a primeira vez que entrei num cinema. A partir daí fiquei a adorar”. Ainda se lembra da fita: O Fantasma do Amor. [...]
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Bergman e a filha na rodagem de Sonata de Outono (1978) do «DN», 24-07-2023 |
Linn Ullmann, Os inquietos, 2023, p. 28
MAIS FLORES
A Corte do Norte é um belo filme sobre as mulheres de Agustina. Mulheres entre a santidade e a bruxaria, mulheres que se aconchegam na terra e saltam sobre as falésias, mulheres que metem medo. Ana Moreira é Sissi, Rosalina, Emília de Sousa, Águeda, Rosamund e Judith - múltipla nas personagens e revolta por natureza. Não se sabe bem o que combate, talvez o mais difícil: o tempo e a morte. João Botelho filma-a nos sítios mais perigosos ou no meio de flores. Camélias, magnólias, hortênsias; flores que alastram pelos vestidos e pelas paredes, espalhando um cheiro bravio e cores fortes.
Como pode o cinema fechar - e aqui discordo do que o realizador afirmou na apresentação do filme em Serralves, citando Manuel de Oliveira e fazendo um elogio ao poder invisível da literatura - se a cada imagem, ou entre as imagens e os sons tudo explode e se recompõe? Esse é o mistério indomável que desorienta os nossos desejos.
Cristina Fernandes. C de C, Flop, p. 149
- obra «miscelânica», de curtas narrativas que «cruzam Géneros de Famílias Diarísticas», de Março, 22, os índices de Filmes e de Realizadores, no final, permitiram incursões várias, no ano passado; agora, na Zmab, vai «de Fio a Pavio»
RECORTE(S): [OUTRO]
A CELEBRAÇÃO
É difícil escolher a minha cena preferida de A Rapariga da Mala. Há tantas possibilidades. A primeira vez que Lorenzo vê Aida, tão pequena, lá em baixo, com a mala ao pé, e ele no cimo das escadas, enquadrado pelas colunas. ou então as cenas finais da praia e da estação juntas, escritas pelo próprio Zurlini, e que, talvez por isso, são tão amargas e dolorosas. mas não, a minha cena preferida começa aqui: depois do feliz plano da bicicleta. [...]
Cristina Fernandes. C de C, Flop, p. 91
- inteiramente lida ontem à tarde, na CUF-DESC., durante as 3 horas do Exame da General, esta Evocação da Infância do menino da «Travessa da Memória» e de entre Belém, Restelo e Ajuda, de 2008, há muito «em Espera»...
[também se viu, na 2.ª, o Restelo de Manuel Sérgio, na «1.ª Pessoa», de F. C. F.]
RECORTE(S):